Correios propõe reajuste de 0,80%, abaixo da inflação, para os trabalhadores da estatal

Correios propõe reajuste de 0,80%, abaixo da inflação, para os trabalhadores da estatal

 Em fase final de negociação do acordo coletivo de trabalho dos trabalhadores dos Correios, a empresa apresentou nesta terça, 30, a proposta de reajuste salarial de 0,80% para os trabalhadores da estatal. O índice está abalxo da inflação do período. Segundo a direção da ECT o reajuste de 0,80% seria extensivo a benefícios, como o reembolso creche, vale refeição, vale transporte, jornada in itinere e gratificação de quebra de caixa.

 Para a FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) a proposta impõe arrocho salarial pois representa uma perda de 2,83% no valor dos salários e benefícios.  A proposta dos Correios deve ser avaliada pelas assembleias que acontecem nesta quarta, 31, em todo país.

 A Federação dos trabalhadores argumenta que a proposta não é condizente com a realidade da empresa. A ECT apresentou lucros nos últimos anos, sendo 667 milhões em 2017 e de 161 milhões em 2018, mesmo com drástica redução de pessoal, mostrando aumento da produtividade. O pessoal dos Correios foi reduzido de cerca de 119 mil para 100 mil atualmente.

 Paralelamente os trabalhadores dos Correios enfrentam o drama da retirada dos pais e mães do plano de saúde. A partir do dia 1 de agosto apenas pais e mães em tratamento médico/hospitalar continurão sendo contemplados. Ao mesmo tempo já foram aumentados os valores descontados como coparticipação dos trabalhadores e a empresa quer aumentar ainda mais.

 Somadas as perdas para inflação e com os aumentos nos descontos do plano de saúde, os trabalhadores dos Correios já tem uma regressão real no poder aquisitivo. Para a federação, a ECT impôs valores no plano de saúde incompatíveis para a realidade salarial da categoria.

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